O segredo do tango é se divertir

Giulianna Davoli e Rafael Martins. Foto: Divulgação.

Tudo começou em bate-papo no Facebook. Conversando sobre o tango pedi a Giulianna que respondesse algumas perguntas . Sempre muito atenciosa e gentil acatou de pronto a ideia para compartilhar com vocês. Conheça um pouco do trabalho do casal Giuliana Davoli, 20 anos, e Rafael Martins, 24 anos. O resultado dessa conversa você confere agora.

PERFIL

Com mais de 3 anos de parceria, Rafael Martins e Giulianna Davoli já participaram de companhias de alto nível e fizeram shows no Brasil e Argentina. Iniciaram seus estudos no Brasil e somente um ano mais tarde vieram os primeiros shows e convites para fazer parte de companhias e espetáculos, não somente como bailarinos, mas também como coreógrafos.

Dirigiram seu próprio espetáculo apresentado em eventos de diversas empresas e Universidades (para mais de 2000 espectadores).Em 2007 iniciaram uma etapa nova: a descoberta e experimentação do Tango Novo. A partir de então vem aperfeiçoando sua técnica e desenvolvendo um estilo próprio. Em 2009 receberam o convite de Pablo Villarraza e Dana Frígoli para trabalhar como bailarinos e professores na companhia DNI Tango em Buenos Aires, Argentina. Desde então integram seu staff sendo o primeiro casal brasileiro a ser contratado por uma companhia estrangeira de tango.

Tango Candango – Vocês já foram inclusive professores em Buenos Aires e são reconhecidos pelo trabalho de qualidade que desempenham juntos. O que diferencia os profissionais do tango do Brasil e de Buenos Aires?

Giulianna Davoli – No Brasil ainda existe uma limitação em relação ao tango, essa coisa de cada um dizer o que é e o que não é. Não existe respeito pelo que é novo. Em Buenos Aires, apesar de existir uma resistência ao novo, existe respeito pelo que é novo, e os profissionais estão sempre desenvolvendo um trabalho, não param no tempo. O aluno de Buenos Aires (pelo menos que eu tive contato), vai para uma escola de tango para aprender, e muitas vezes, passa uma temporada apenas fazendo aula. É um interesse específico. No Brasil, não existe turista vindo buscar o tango. Os alunos são pessoas que tem um dia-a-dia normal, que trabalham e fazem a dança como um hobby. Os profissionais buscam aperfeiçoamento em Buenos Aires. Isso generalizando, claro que aqui também existem alunos que estudam para adquirir conhecimento técnico.

Tango Candango – Como surgiu a oportunidade de apresentar no Festival Tango Gaúcho? O evento acontece nos dias 25,26 e 27 de março em Caxias do Sul. Entre os professores Mariana Montes e Sebastian Arce.

Giulianna Davoli – A gente comentou com o Giovani, idealizador do evento sobre o trabalho que estávamos fazendo e manifestamos interesse de apresentar em um festival como o dele, e ele disse que seria um prazer e foi assim. Quanto aos ensaios a gente foi alguma vezes para Floripa e eles vieram alguma vezes pra São Paulo. Tentamos fazer justo para os dois lados.

Tango Candango – Como surgiu a ideia de fazer um trabalho em parceria com o casal ganhador do campeonato de VI Congresso Internacional de Tango de Floripa?

Giulianna Davoli – A gente tinha vontade de fazer desde o ano passado, quando nos encontramos no Campeonato de Tango em Curitiba. A gente gosta muito do trabalho do Gabi e  da Lidi e eles também do nosso.

” Quando danço em um baile, gosto de me divertir, não fico pensando isso é certo e isso não, como faço em um ensaio, por exemplo”.

Tango Candango – Vocês são conhecidos no Brasil pela excelência de trabalho e diversificam o tango mesclando elementos tradicionais e outros completamente contemporâneos. O que define o tango alternativo?

Giulianna Davoli -O tango alternativo é uma maneira alternativa de dançar o tango, refere-se à técnica aplicada aos movimentos da dança. Utiliza elementos alternativos, tanto fazendo referência à musica -rock, pop, alternativo, tango eletrônico, tango- ou aos movimentos. Colocamos os movimentos (do tango) na música escolhida. Não definir isso é tango, ou não é tango.

Tango Candango– Além do estudo do tango o que pode ajudar e melhorar o equilíbrio e a consciência corporal?

Giulianna Davoli– Praticar pilates, yoga e aula de ballet ou contemporâneo ajuda muito a ter uma consciência corporal.a desenvolver uma consciência corporal. Mas um trabalho com o tango, estudando seus movimento e o que eles provocam no corpo é um estudo bastante importante.

Tango Candango – E você, o que faz?

Giulianna Davoli Olha, eu não faço muita coisa. Faço aula de ballet, faço academia e tento comer pouco. Sempre que posso faço aulas de yoga e pilates. Tento dançar bastante sempre. Eu gosto de me cuidar muito independente da dança, mas com certeza qualquer dançarino tem que se cuidar. Quanto ao tango, eu pratico só com o Rafael – seu parceiro de dança e de vida- tenho muita pretensão de ir sempre a Buenos Aires, mas não tenho tempo, porque além das aulas de dança faço faculdade. Vou sim a bailes aqui no Brasil, só que quando danço em um baile, gosto de me divertir, não fico pensando isso é certo e isso não, como faço em um ensaio, por exemplo.

**A revista Dança em Pauta traz uma entrevista exclusiva com o casal sobre a trajetória no tango. Acesse site aqui e saiba mais.

Gostaram?

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Entrevista especial: Sebastian Arce e Mariana Montes

Entrevista com os professores Sebastian Arce e Mariana Montes. Depois coloco a tradução pra quem tiver dificuldade de entender o contéudo.

 

Crédito: ActualidadRT

Essência e atualidade do tango dançado, uma entrevista densa

La Porteña Tango/Entrevistas/Póker de Damas

Uma mesa redonda entre quatro mulheres, conhecidas profissionalmente pelo prestigio e trajetória, nos deu a oportunidade de resgatar o mais gostoso de uma conversa acerca da paixão que as une: o tango e a milonga. Em um encontro promovido por La Porteña Tango reuniu Olga Besio, Elina Roldán, Suzana Rojo e Enriqueta Kleinman. Elas falaram sem voltas sobre o baile, os bailarinos, a história e a atualidade do tango.

La Porteña Tango Pode-se dizer que algumas de vocês – não todas – são parte da geração que surgiu antes do espetáculo “Tango Argentino”, ou pelo menos nessa época. Depois veio o Tango x 2, a companhia Zotto e Milena Plebs, que revolucionou o baile desde o tango cenário (palco) também.

Suzana Rojo- Claro, bom. Eu formei parte do Tango x 2. De fato,  foi efetivamente uma revolução.

Enriqueta Kleinman – Para mim, vendo o tango argentino em Nova Iorque me deu uma agitação interna, eu fiquei encantada. Para a nossa geração foi convocador. Muitas pessoas vieram para dançar o tango a partir daí. E Tango x 2, Miguel Angel Zotto, foi outro momento de tirar o fôlego.

Elina Roldán -Bem, acho que Miguel e Milena foram na dança o que Piazzolla representou na música, uma revolução absoluta. Era impecável. Havia bailarinos de palco e de salão. Te deixava de boca aberta.

Suzana Rojo– Eles foram muito estudiosos. Além de um feito artístico havia um conhecimento das raízes tangueras, era real, havia cenas com muita realidade. Era uma parceria perfeita entre um bailarino do peso de Miguel e a técnica de uma bailarina de escola como é Milena Plebs.

Olga Besio – Em contraposição a isso o que deveriam entender muitos bailarinos que agora fazem tango cenário (palco) é que estão fazendo proveito de uma parte muito pequena porque as possibilidade que oferecem o tango de cenário são infinitas.

Suzana Rojo – Agora se vê muitas coisas aeróbicas… onde se dança tango, mas não “a música” do tango.

Olga Besio– E também em muitos casos, estão mal feitas.

Suzana Rojo – Queria dizer que logo depois desse grande resurgimento que experimentou o tango dançado no exterior a partir do espetáculo Tango Argentino, aqui tinha que ir à milonga para dançar, investigar porque se queria ser bailarina de palco primeiro tinha que passar por essa etapa de ir a uma milonga, ver, experimentar…

Olga Besio – Si, agora isso se perdeu bastante… agora o tango de palco se começa pelo “cenário” e não pelo “tango”.

Enriqueta Kleinman – Tanto é assim que há verdadeiros bons bailarinos de palco- alguns de renome – que não sabem dançar em outro âmbito, como numa milonga.

Elina Roldán – Os grandes bailarinos entre eles Copes, Arquimbau  e mesmo o Virulazo eram dançarinos de salão e depois de muito trabalhar levaram o seu tango para o palco e começaram a montar seus espetáculos.  Ao principio dos 90 no tango em Buenos Aires éramos poucos, vivíamos em milongas. Para ser um dançarino profissional tinham que te chamar e convocar. Agora alguns colocam um quiosque, montam algo mais ou menos, vão ao exterior.

La Porteña TangoAgora isso mudou drasticamente. Tem muito mais gente, muito mais milongas, mais professores e mais gente dançando e querendo aprender a dançar.Também aumentou a quantidade de gente que se dedica ao tango de palco.

Elina Roldán – O que se passa agora é que a camada de pessoas novas não sabe trabalhar em grupo, são todos individualistas, não?

Suzana Rojo – Em muitos casos não se dança o tango como deve ser. Claro, tem pautas, sabem passos, figuras, mas o tango não existe, não se vê em sua dança. Outra coisa que acontece entre os dançarinos de palco agora é que não tem personalidade. Os casais são todos iguais, dançam iguais umas as outras.

Enriqueta Kleinman – O abraço é o núcleo dessa comunicação que deve se dar entre dois pessoas que dançam tango. Porque requer entrega que outras danças não pedem.

La Porteña Tango -Como havia dito o maestro Juan Carlos Copes “ o mistério do tango está no abraço”

Olga Besio – Tanto no abraço verdadeiro como no construído (como posição de braços)… Esse é um dos problemas que temos no tango mais recente. Porque muitas vezes é um abraço falso. Aberto ou fehado mas tem que ser verdadeiro. Ombro a tal altura, o cotevelo em outra, a mão em outra posição e todas essas coisas descritas que as vezes são ensinadas, seguem uma rigidez que não tem nada a ver com o abraço do tango, que é sobretudo e em primeiro lugar um abraço verdadeiro, coisa de seres humanos, não de geometria.

Elina Roldán – Claro que são os falsos mandamentos do tango. Como comecei como bailarina profissional se dizia que do tango de palco “você se põe aqui e se move assim”. Nós começamos a investigar depois, porque se ensinava mal e se dançava em linhas rígidas. Começamos a buscar uma pedagogia para não repetir aquilo que não acreditávamos.

La Porteña Tango– A geração de vocês foi a que começou a buscar um método para ensinar a dançar?

Elina Roldán – Fomos autodidatas.

Olga Besio – Teve um momento que lamentavelmente que uma grande parte transmitiu os erros de alguns que diziam coisas e estabeleciam pautas que depois outros repetiram e que nem sempre eram corretas. Coisas como repetir de memória o “passo básico”, o abraço em noventa graus e outros pré-conceitos. Isso é basear o ensinamento em esquematizar e repetir, esquecendo o essencial.  Um bom professor deve transmitir verdades fundamentais, não verdadeiras exteriores ou superficiais. Deve transmitir em momento oportuno – não antes e nem depois – de da maneira adequada ao aluno.

La Porteña TangoAgora com a enorme quantidade de professores que existe esses problemas continuam?

Olga Besio – Nesses últimos anos existe uma nova situação. Por um lado, há muita gente ensinando sem saber o suficiente (nem de tango e nem de ensinamento). Por outro lado, agora há muitas maneiras, o que poderia ser bom, mas continuam certos clichês que são muito piores e também há um montão de clichês novos.

La Porteña TangoQuais por exemplo?

Olga Besio – O que falamos do abraço é um deles, já não com o mandamento dos noventa graus, pero se diz “mantenha essa postura e se mantenha durante toda a música”, ou certas maneiras de colocar a coluna… se escuta muitas coisas como essas.

Suzana Rojo -Há muitos métodos, mas poucos resultados. Dançarinos com grandes condições que não chegam a construir a sua dança como algo verdadeiro.

Olga Besio – Isso porque não entendem que o tango é algo natural. O abraço é algo que se dá entre as pessoas.

La Porteña Tango -Como um homem deve dançar o tango para que a mulher goste de dançar com ele?

Elina Roldán– Isso já é muito particular. É de cada uma. É como na vida. Você não se dá bem com todo mundo. Há uma empatia que você tem com alguns e com outros não.

Enriqueta Kleinman -Há homens ao olhar somente pela aparência você não dá nada e não parecem uma maravilha. Mas quando dança com eles sente algo diz “como dança esse homem”. Algo sólido, que te dá confiança. Um dançar muito à terra, com aprumo, com sensibilidade. Se estabelece um vínculo.

Elina Roldán– Um tempero interessante que eu sempre gostei é quando o homem sabe em que pé está.

Enriqueta Kleinman – Se não sabe, não sabe dançar.

Olga Besio – Isso tem a ver com os maus professores e maus alunos.

La Porteña Tango – Quem são os maus alunos?

Suzana Rojo – Os que vão para aprender de memória, por exemplo.

Elina Roldán – Eu tive alguns alunos que anotavam em um papel tudo que o diziam, tinham toda a aula escrita em um caderno. Eu sempre dizia a eles para não anotar nada. “Entreguem-se, porque se não não vão entrar nunca na verdadeira dimensão do tango”, era o que eu lhes dizia frequentemente.

Olga Besio – É a diferença de tomar o tango somente como aprendizagem ou tomá-lo como um feito vivido.

Elina Roldán – Se em uma aula só ficou o passo é certo que não aprendeu nada. O verdadeiro é que você experimente algo, sensações distintas. Isso é começar a aprender. Sem dúvida há muita gente que tem uma soberbia e um ego… que deus meu! Se acham Gardel.

Olga Besio– Lamentavelmente há muita gente que vai a uma aula e só registra o passo. Isso é o que eu dizia dos maus professores e maus alunos. A responsabilidade nem sempre é só do professor. É o que dizia Elina…

Que diferenças notam no processo de aprendizagem de alunos extrangeiros e argentinos?

Suzana Rojo – A atitude dos estrangeiros quando aprendem a dançar é lúdica, encaram a aprendizagem para se divertir, para conhecer pessoas. O abraço lhes chama muito a atenção.

Olga Besio – É certo. Mas essa atitude é mais recente nos extrangeiros, mas a camada – digamos- anterior, está contaminada por essa tendência a aprender de memória passos e figuras, firulas sem sentido. No lugar disso, é preciso ensiná-los a abrir os ouvidos o coração. Alguns professores ensinavam – e alguns continuam fazendo – sequências de passos para aprender de memória.

Elina Roldán – Como o caso do oito cortado, uma coisa ridícula.

Enriqueta Kleinman– Há sensações, permanência, enraizamento que os extrangeiros não tem o tango. A verdadeira aprendizagem passa por sua humanidade. Enquanto aqui é uma dança popular, intuitiva… Cerca-los desde a música até a naturalidade do movimento. A partir daí podem construir seu próprio “baile” (modo de dançar). O estrangeiro chega ao tango desde o intelectual ao lúdico. Fora de nosso país é uma dança exótica. Um dos grandes problemas é que muitos professores se dedicam a ensinar aquilo que se vê: figuras, coreografias , saltos – que faz com que todos dancem igual. O professor deve transmitir o que sabe e também deve dedicar a aprender humildemente.

Olga Besio – Quero falar algo em defesa dos maus professores. Não é exclusiva responsabilidade deles. O aluno com o passar do tempo tem que dar conta que algo está faltando e que não o estão ensinando bem.

Esta é apenas uma parte do  artigo publicado no site La Porteña Tango. Para acessar o texto na integra clique aqui

Al Sur de Tango

Série documental de Guillerme Tello

Capitulo 1: Enrique Santos Discepolo ¿Filosofó o literato del Tango?
Autor, compositor, guionista, actor y director de cine, entre tantas ocupaciones de un artista que transitaba la sensibilidad social y poética de todo una época.Discepolo dejó uno de los patrimonios autorales más importantes de la música popular Argentina, Yira Yira, Malevaje, Uno, Esta noche me emborracho y Cambalache, son algunos de los memorables tangos compuestos por este hombre visionario surgido en la década del 30.Un documental que camina tras los pasos de la letrística Discepoliana, en busca de la realidad inspiradora de sus letras y su obra, con entrevistas a; Sergio Pujol, Eduardo Romano, Horacio Gonzáles, Norberto Galasso, Carlos Galettini, Jorge Grasioci, Pedro Orgambide, Claudio España entre otros. Fragmentos de sus películas mas recordadas y grabaciones de sus tangos por distintos interpretes además de una actuación junto a Carlos Gardel.

Capitulo 2: Homero y Virgilio Expósito ¿Surrealismo en el Tango?
Para muchos la segunda cuna de tangueros es Zárate y para los habitantes de Zarate el tango empezó con los hermanos Expósito. Oriundos de esta ciudad portuaria de la provincia de buenos aires, de padre confitero y apasionado a la filosofía, los hermanos Homero y Virgilio supieron dejar su marca indeleble en la música popular argentina, con obras como Naranjo en flor, Yuyo verde, Percal, Chau no va más y Vete de mí, bolero que hace punta en una larga lista de obras donde compusieron más de 700 juntos.
Imágenes de su Zárate natal y distintas interpretaciones de sus obras con los cantores más destacados del Tango, como el Polaco Goyeneche y Julio Sosa, nos introducen a la metáfora surrealista de los Expósito.
Entrevistas y opiniones de Horacio Ferrer, Alejandro Szwarcman, Mónica Expósito, José Boccanera y amigos de la infancia nos ayudan a comprender el mágico mundo de los hermanos Expósito en la década del 40 y 50, siguiendo los vaivenes político-sociales de la Argentina.

Capitulo 3: Como se baila el Tango; Así?
Las inmigraciones y sus primeros desarraigos. La cultura popular a comienzos del Siglo XX. El mundo del trabajo. Los arrabales, los prostíbulos y el tango originario.El baile entre varones antesala del coito. La conquista de legitimidad social.La década de oro: estilos y costumbres. Los clubes y salones de baile. El baile de pista y el baile de salón. Las milongas porteñas y sus códigos. El resurgimiento de la milonga en nuestros días: los jóvenes redescubren el tango. Entrevistas y fragmentos de los grandes bailarines (Copes, Virulazo, Cachafaz, Zotto), también Ana María Stekelman, León Benarós y otros. Ensayos y presentaciones.Donde bailo tango hoy, las nuevas catedrales del tango y también sus nuevos suburbios.

Capitulo 4: Nelly Omar y Tita Merello
Dos mujeres de importante compromiso social y cultural, en una etapa de la historia Argentina donde se reivindican las conquistas femeninas, accediendo al voto y a un nuevo rol en la sociedad, encabezados por Eva Perón.
Ambas sufren la persecución y la censura teniendo que trabajar en lugares recónditos y hasta exiliarse.
Nelly Omar, representa una de las expresiones más genuinas del canto nacional, criollo y tanguero. Apodada la Gardel con Polleras, un criollismo auténtico donde sobresalen temas como “Paciencia”, “Misterio”, “Tu vuelta”, “Chumbale a los perros”, “Alma en pena” y tantas obras de músicos y poetas que responden a una tradición gauchesca.
Tita Merello la morocha Argentina, fue criada en un orfanato y desde sus comienzos en un mediocre Teatro Bataclan, forjó sus herramientas hasta llegar a ser una importante estrella del Maipo. En el cine participó en más de 20 películas y estuvo con las estrellas de la actuación y los directores de máxima importancia en la época de oro de la pantalla grande. Para la mitad de la década del 30 incursionará en el periodismo, escribiendo en la revista Voces y varias letras de Tango. Entre sus grabaciones pueden encontrarse temas como, Arrabalera, El choclo, Niño bien, Pipistrela, Qué vachaché y Se dice de Mi. De alguna manera Tita iconografía a la mujer Argentina, luchadora y aguerrida, esa morocha sensual y atractiva, pero de rasgos duros y con la bandera de la defensa de su genero por delante. Tita de Buenos Aires como llegó a apodarla el periodismo.

Capitulo 5: Enrique Cadícamo, Homero Manzi y Catulo Castillo. Tres amigos siempre fuimos…
Tres autores que retratan todo lo imaginado en el Tango, realizaron los tangos más emblemáticos del genero, perdurando exitosamente hasta nuestros días.Nostalgias, La última curda y Sur son solo algunos de estos tangos donde aparecen el barrio, la noche, los amigos y la pasión del desamor. Llegaron a escribir y dirigir películas para una industria de cine, cada vez mas creciente, con obras que estuvieron a la altura de las más grandes productoras de Hollywood, como Su mejor alumno y La Guerra gaucha. Hombres de gran participación y compromiso político y sindical, compromiso que también les trajera pesares y censuras, especialmente a Manzi y Castillo quienes llegaron de presidir SADAC, sociedad de autores y compositores.

Capitulo 6: Carlos Gardel primera parte. El Morocho del Abasto?
La confusa nacionalidad de Gardel y las distintas versiones del lugar de nacimiento.Sus comienzos en el barrio del Abasto y su relación con José Razzano. Las primeras grabaciones y su protagonismo en el nacimiento del Tango Canción, la particular manera de cantar el tango que da origen al género. las canciones nacen cuando las canta Gardel.
Capitulo 7: Carlos Gardel segunda parte. La conquista del mundo.
Gardel a la vanguardia de la imagen del Tango y la canción, los primeros cortos sonoros de Latinoamérica realizados con el director Eduardo Morera.El triunfo en Paris y las grabaciones con la compañía RCA Víctor.Su relación artística con Alfredo Le Pera y las películas para la Paramount, revolucionan las carteleras cinematográficas de toda América. La herencia estilística y poética de Gardel hasta nuestros días.Una muerte trágica que sella a fuego el mito del zorzal criollo.Porqué Gardel cada día canta mejor?

Cortesia:Paralelo35tango

Segunda Noite de Tango Solidário

O Sexteto Ojos de Tango, Orquestra de Buenos Aires dirigida pela talentosa Ana Goldeberg, ex- integrante da orquestra Color Tango, se apresentou no  dia 9 de setembro, no Teatro Marista, em Londrina (PR). Durante o evento, realizado pelo Clube de Tango de Londrina, os presentes puderam conferir uma mescla perfeita entre os temas clássicos e atuais, com precisão e graciosidade.

O diferencial da noite foi a participação especial de 19 jovens que formam a orquestra da Associação Solidária para Sempre. Eles tiveram o prazer de dividir o palco com o sexteto e tocaram uma das composições de tango mais conhecidas – La Cumpartisa, de Gardel.

(E) Fabiano Silveira e Sheila Ludwig, Cristovão Christianis e Katiusca Dickow, Alexandre Bellarosa e Kátia Rodrigues. Foto: Arquivo pessoal de Cristovão Christianis.

A emoção também foi compartilhada com os dançarinos Fabiano Silveira e Sheila Ludwig, Alexandre Bellarosa e Kátia Rodrigues, Katiusca Dickow e Cristovão Christianis, vencedores do Campeonato Mundial de Tango, realizado em Curitiba no mês de julho.

Em entrevista ao Tango Candango, Cristovão Christianis falou da felicidade de participar de iniciativas como essa. “O teatro estava lotado, coisa difícil para uma segunda-feira à noite. Porém, a causa e o lindo espetáculo com Ojos de Tango e os bailarinos convidados fizeram com que a platéia fosse calorosa e aplaudisse de pé”, contou entusiasmado.

Toda a renda foi destinada à Associação Solidária para Sempre, fundada em 1999 por empresários da cidade com o intuito de dar oportunidade às crianças e adolescentes carentes.

Ojos de Tango

Som marcante e evolvente. Além de dirigir a orquestra, Ana Goldberg é compositora, cantora, arranjadora e pianista. Mas todo esse talento é dividido com parceiros de peso, que fazem de Ojos de Tango uma inovação no meio artístico. Entre eles, os violinistas Marcelo Pietro e Diego Lerendegui, que por 12 anos fez parte da orquestra de Osvaldo Pugliese e Color Tango. No bandoneón, Martin Cercconi e Emiliano Bonfiglio, fundador e membro da orquestra Típica Fernandez Fierro. Geraldine Carnicina, no contrabaixo, e a participação especial do percussionista Gastón Carlos.

Reportagem: Julita Kissa.

Edição de texto: Carolina Marócolo.

Crédito: TV Coroados -RPC, jornal Paraná TV 1ª Edição.

Agradecimentos:Graciela Piccardi, do blog Malena Tango, que me indicou o vídeo. Muito obrigada pela parceria.


Sapatos: faça uma escolha consciente e garanta saúde aos seus pés.

Permita que dançar traga apenas prazeres, sem dores

Em algumas das poucas fotos que eu ainda tenho da minha infância, nelas,já se nota que o amor por sapatos é antigo. Eu literalmente roubava os sapatos da minha mãe e algumas vezes fui com eles escondidas para escola. Para sorte dela, o meu pé cresceu. Agora divido os meus lindinhos com a minha irmã, que por ser mais nova imita o meu exemplo.

Gosto tanto de sapatos que admito a fraqueza. Sou consumista. Troco a opção de ter um guarda roupa novo por um sapateiro enorme. Vou te dizer que tenho pelo menos três que nunca foram usados, por machucar demais ou não caber no pé por causa do formato, que definitivamente passa longe de ser o mesmo do meu pé.

Mas não falo isso com toda felicidade do mundo. No cotidiano da vida já usei sapatos que machucam só porque são realmente divinos. Não cometam o mesmo erro  nem no dia a dia. Se o fizer terá conseqüências futuras, como joanete e outras. Ir ao podólogo só não vai resolver.

Dançar

Para quem está começando a dar os primeiros passos na pista de dança aviso que usar qualquer sapato não vai ser uma escolha inteligente. O conforto é a primeira palavra de ordem. Isso vai garantir saúde e liberdade para os seus pés. Quando usamos sapatos inadequados corremos o risco de adquirir bolhas,  machucados e de quem sabe, no outro dia,  nem conseguir colocar os pés no chão.

A professora de tango de São Paulo Cleo Beolchi dá um recado especial para os leitores do blog Tango Candango. “Se você gosta dos seus pés, joelhos, pernas, coluna, e pretende conseguir continuar dançando -andando, sentando, levantando- por vários anos, dê mais atenção aos calçados que usa para dançar”. Cleo confessa já ter usado sapato com número menor que o dela  só pela beleza e que se arrepende amargamente.

Quem ainda ficou na dúvida de como escolher o felizardo para arrastar aí vai as dicas selecionadas por Cleo Beolchi para sua segurança e saúde na hora de dançar.

Cleo Beolchi dá dicas preciosas para escolha dos sapatos. Foto: Arquivo pessoal

– Para as mulheres: o sapato precisa ser preso ao tornozelo, isto é, NÃO pode ser chinelo, tamanco, etc.

– O sapato tem que permitir a articulação do metatarso e dedos do pé.  O metatarso, é aquela parte da sola do pé, na frente que parece uma almofadinha onde a gente pisa. A sola do calçado precisa ser maleável, NÃO pode ser salto plataforma, anabela ou de madeira porque prejudica o movimento e as articulações.

– O solado NÃO pode ser antiderrapante, de borracha, por exemplo, ele precisa permitir o movimento de deslizar, para não sobrecarregar os joelhos.

– Leve seus sapatos de dança em uma bolsinha e troque somente quando for dançar. Ao tomar essa iniciativa você foge do risco de escorregar na rua usando calçados de dança e claro, garantirá a durabilidade dos calçados por mais tempo.

– Um sapato apropriado pode até ser comprado em  feiras, lojas, shoppings, brechós. Mas ela alerta para que você fique  atento às dicas acima. As lojas especializadas em acessórios para dança já oferecem produtos com essas características e você não precisa se preocupar tanto. No blog Tango Candango, na barra de ferramentas a sua direita você encontra o site de grifes de sapatos de dança nacionais e portenhos. Acesse.

Beijos e boa dança.