RJ: LiberTango gratuito na Academia Brasileira de Letras

 

A Academia Brasileira de Letras (ABL) promove na próxima quinta-feira (24) às 17h30, um concerto gratuito do grupo LiberTango, considerado um dos melhores grupos de tango do Brasil. O repertório é baseado nas intepretações dos consagrados compositores Astor Piazzolla e Carlos Gardel. A apresentação será no auditório Rui Magalhães Júnior, na sede da ABL no Rio de Janeiro. A entrada será liberada por ordem de chegada, não haverá distribuição de senha. O auditório tem capacidade máxima para acolher 300 pessoas.

Depois de bater recorde de público no Teatro Carlos Gomes, dentro do Projeto 7 em Ponto, o LiberTango sobe ao palco novamente com músicas de seu terceiro e mais novo disco, “Porteño” (Delira, 2010), em que incorpora pela primeira na trajetória do grupo o tango tradicional, com peças inesquecíveis de Carlos Gardel como “El Día que me Quieras” (parceria com Alfredo Le Pera e Juan Carlos Calderon), “Por una Cabeza” (com Alfredo Le Pera) e “Mano a Mano” (com José Razzano e Celedonio Flores).

Já o repertório instrumental consagra as quatro estações de Piazzolla, “Primavera Porteña”, “Verano Porteño”, “Otoño Porteño” e “Invierno Porteño”. Outro sucesso revisitado do compositor argentino é “Adiós Nonino”. O concerto também relembra sucessos dos outros dois discos do grupo, “LiberTango – A Música de Astor Piazzola” (Delira, 2005), e “Cierra tus Ojos y Escucha” (Delira, 2008).

O LiberTango é formado pelo cantor Marcelo Rodolfo, pelos irmãos Alexandre Caldi (saxofones e flauta) e Marcelo Caldi (acordeon) e pela pianista Estela Caldi, mãe dos dois instrumentistas. Além do vínculo familiar e afetivo que reúne o quarteto, os músicos compartilham da mesma paixão pelos ritmos portenhos, os quais têm divulgado no Brasil há mais de 15 anos, fortalecendo o diálogo cultural entre os países da América do Sul. A qualidade e a criatividade dos arranjos, assinados pelos irmãos Caldi, por sua vez, demostram a vitalidade do espírito tangueiro na música brasileira.

A série Música de Câmara na ABL tem a coordenação geral do acadêmico e musicólogo Luiz Paulo Horta e a programação e produção artística de Nenem Krieger. A apresentação do LiberTango é a penúltima da série anual, que se encerra em 1º de dezembro. É a chance do público reviver um ritmo recheado de magia, paixão, nostalgia, força e exuberância. Participação do contrabaixista Rodrigo Villa.

Serviço:

Concerto do Grupo LiberTango

Homenagem a Piazzolla e a Gardel

dia 24/11, quinta-feira, às 17h30
Teatro R. Magalhães Jr.

Academia Brasileira de Letras – ABL

Avenida Presidente Wilson, 203
Centro, Rio de Janeiro – RJ
Entrada Franca, por ordem de chegada

(não haverá distribuição de senhas)

Lotação: 300 lugares

Mais informações: Academia Brasileira de Letras

Site: www.grupolibertango.com

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Montevideo: Baar Fun Fun

O centenário Baar Fun Fun (pronuncia-se funfum, mesmo) é um dos botecos mais antigos de Montevidéu. Fica num mercado na entrada da Cidade Velha. É daqueles lugares bem turísticos, com diversão garantida. Me atrevo a dizer que ir à cidade uruguai e não visitar este bar é o mesmo que ir ao Rio de Janeiro no carnaval e não ouvir um samba. Uma comparação forçada (risos!), mas que serve como orientação: NÃO DEIXE DE IR! Um ambiente convidativo para ouvir bons tangos ao vivo e apreciar casais de dançarinos!

Porque tanto me agradou? Bem, ele fica localizado em um região bem central, próximo ao Teatro Solis. Como eu e o grupo de amigos de Brasília ficamos em um hotel a dez quadras dali nos aventuramos a ir a pé até lá. Afinal, fazer turístico inclui caminhadas. Não há maneira melhor de conhecer e apreciar um lugar desconhecido.

Foto: Julita Kissa

A faixada do bar engana. Se apenas tivessem me levado na entrada eu diria que jamais teria ali um ambiente tão descolado. Ao entrar a gente se aventura. Um ambiente super apertadinho (leia-se pequeno), cheio de gravuras, quadros, bandeiras de times (passaram os são paulinos e botafoguenses por lá). A iluminação muito me agradou também. Fiquei bastante tempo observando os detalhes. Estes, aliás, construídos ao longo dos anos de atividades. Exatamente como uma decoração deve ser! #minhaopinião

Os dançarinos Federico Garcia e Lorena Gonzalez. Foto: Julita Kissa

Outra coisa que também me agradou foi a sensação de acolhida. Mas pra falar a verdade me senti assim a qualquer lugar que eu visitasse nessa linda cidade, chamada Montevideú. Quanta gente educada e solidária.Não poderia ser diferente no Baar Fun Fun. O garçom (=moço) Marcelo foi muito atencioso comigo. Era só sorrisos. Depois de eu ter dito que tinha um blog sobre tango no Brasil ele ficou ainda mais contente e me mostrou que ali tinha muitas coisas que contavam a história do tango na cidade. Objetos, gravuras, fotos.

Foto: Julita Kissa

Inclusive, nessa busca, descobri que o Carlos Gardel (uruguaio para quem não sabe) fez uma música dedicada ao Baar Fun Fun. Juro, é verdade. Ele era frequentador assíduo do lugar. Deixou uma foto autografada, que está pendurada entre muitos outros quadros. Mas hoje é confudido internacionalmente como porteño, porque foi do outro lado do mar del plata que fez sucesso como cantante de tango. Abaixo, na foto, se você tiver muita atenção encontrará o sorridente Gardel.

A quinta-feira com show de Carlos Pecoy e Lucho Martinez. Foto: Julita Kissa

Agora o não menos importante! As bebidas e comidas! Sim, gente, eu não esqueci de falar sobre isso. Oras, estamos falando de um bar. Não podia faltar os comentários sobre as maravilhas. O Baar Fun Fun é consagrado por uma bebida apelidade de “uvita”. É uma receita antiga, patenteada por eles e somente é encontrada ali. A base é vermute, seja lá o que isso significa. Por esse mesmo motivo me neguei a experimentar porque o garçom (moço) me disse que era uma bebida doce, pra lá de doce. Como de doce eu só gosto em sobremessas passei reto. E quer saber? Me arrependi. O meu amigo jornalista e cineasta, Gustavo Serrate, depois de ler um breve post aqui no blog pediu que eu levasse da viagem a bebida uvita. A super inteligente que vos fala não relacionou o nome a bebida sugerida pelo Marcelo, o garçom. Procurei em todas as vendas da cidade. #faltadecomunicação

Tem também a cerveja Patrícia! Verdade seja dita eu experimentei e não vi nada de diferente porque eu não conheço sobre cervejas e meu paladar não se agrada em degustar essa bebida tão apreciada por muitos. Também pedimos uma tábua de picadas – o que seria o equivalente a uma tábua de frios brasileira, só que mais farta. Tinha queijos de qualidade, salgadinhos, pimentinhas e outras delícias fritas. Resta saber como voltei de viagem quase dois quilos mais magra.Vai ver foi o frio e a comilança sem culpa. #julioensina

A linda mão da minha amiga Inez Ramos. Foto: Julita Kissa

Outra coisa bem interessante de experimentar é a media media. É esse o nome?! Corrijo depois se estiver errado! Um tipo de espumante branco, bem gostoso! Agradou o baladar de muitos. Na foto abaixo, você vê os detalhes da garrafa bem acomodada entre nós. Abstraia os cílios da pessoa em close na esquerda (eu), um exemplo que mesmo entre amigos eu não largo do celular. #víciodemais

Excurssão dos tangueros da cena brasiliense em Montevideú. Foto: Rodrigo Mendes

Nós visitamos o bar numa quinta-feira. De acordo com informações coletadas no site funciona de quarta a sábado, com shows ou atrações especiais. Vale lembrar que não é aceito nenhum tipo de cartão de crédito. No Baar Fun Fun é aceito somente a moeda local, o peso uruguaio. Também sugiro fazer a reserva com antecedência. Pelo site ou por telefone. Não deixe de colocar na lista de lugares para visitar na próxima viagem!!!

Serviço:

Baar Fun Fun – Montevideú.

www.baarfunfun.com

Info@baarfunfun.com

(598)2915-8005

Cuidadela 1229, Mercado Central.

Congresso Balança Brasília

 A primeira edição do Congresso Balança Brasília foi um sucesso de público e já tem data marcada para o próximo ano. Foram mais de 40 profissionais da dança envolvidos no projeto. A iniciativa é dos professores Patica Borges, Júlio Martins, Luciano Cardoso e Israel Szerman.

O Congresso foi idealizado para os  apreciadores do samba de gafieira e zouk. Mas também abriu espaço para outros ritmos, como o tango. No encerramento, apresentações dos profissionais do Congresso. Entre eles, dois casais da cena de tango brasiliense.  Em 2012, o Congresso Balança Brasília será do dia 11 a 14 de outubro. Informações e detalhes podem ser acompanhados na página do evento. Para acessar, clique aqui.

Youtube

Compartilho aqui os vídeos, que estão disponíveis no perfil do blog no Youtube. Isso mesmo! Temos agora um canal inteirinho dedicado a vocês. Espero que gostem e na medida do possível vou trazer novidades em “movimento”.

 

 

 

Astor Piazzolla

Jornal da Globo/ Coluna Nelson Motta

Edição do dia 17/06/2011

Astor Piazzolla revolucionou o tango argentino harmonizando ritmos

Piazzolla gravou 64 discos e maravilhou várias gerações de tangueiros e jazzistas com a dramaticidade e sofisticação de sua música.

 Assim como Tom Jobim modernizou e traduziu o samba brasileiro para o mundo, Astor Piazzolla revolucionou o tango argentino harmonizando a tradição portenha com o jazz e a música clássica. Como Pelé e Maradona, o piano de Jobim e o Bandoneon de Piazzolla reinventaram a música lationamericana e a levaram à consagração internacional.

Filho de italianos, Astor Pantaleon Piazzolla nasceu em Mar del Plata, em 1921, mas passou a infância em Nova York. Nostálgico da música portenha, seu pai lhe deu o seu primeiro bandoneon e Piazzolla conheceu o jazz e a música de Bach. Com 13 anos já tocava tão bem, que foi ouvido por Carlos Gardel e convidado para integrar o seu conjunto em uma turnê pela América do Sul.

O pai de Piazzolla não deixou e salvou-lhe a vida – porque foi nessa turnê que caiu o avião que matou Gardel e seu conjunto. Com 16 anos, Piazzolla voltou para Buenos Aires e logo estava integrando a orquestra de Anibal Troilo, o grande mestre do tango nascido em Santos e que foi a sua grande referência musical.

Para ler a coluna completa e assistir o vídeo, clique aqui

 

 

Gramofone

Sintuoso, elegante e raro. Difícil encontrar um gramofone bem conservado e que ainda funcione. Em alguns sites de comercialização online ainda é possível encontrar essas riquezas.

De passagem por Montevideo, encontramos um simpático senhor em uma feira de antiguidades. Lá, fiquei encantada com o gramofone. Muito gentilmente ele me mostrou que o aparelho estava em bom estado de conservação. Entusiasta, me antecipou ao dizer “pode gravar”. Tirou as palavras da minha boca, pensei. Aquele barulhinho de vitrola é especial. Por isso, fiz o registro e compartilho com vocês. Espero que também apreciem.

História

O termo gramaphone deriva-se do nome da fábrica que produzia o aparelho, a Gramophone Company, fundada em 1887 pelo alemão Emile Berliner. A empresa foi uma das mais importantes pela comercialização de discos. Já em 1931, a companhia se associou à Columbia Phonograph. Hoje é consagrada como uma das maiores empresas fonográficas de todos os tempos, a EMI (Eletric & Music Industries).

O apelido em inglês do gramofone, grammy, deu origem para o nome do prêmio musical Grammy Awards. Inclusive, o prêmio é uma pequena réplica do tocador de discos. Vocês já tinham reparado?

A relação com o corpo

Me senti motivada a dividir com vocês um drama pessoal depois de ouvir nos últimos dias comentários, que considero absurdos.

Há alguns anos luto contra a balança. E por conta disso já cansei de responder inúmeras vezes que não estou grávida. É gordura mesmo, acredite! 

Comecei a engordar em 2008 quando me formava na faculdade de jornalismo e enfrentava a triste luta de conquistar um espaço cativo no mercado de trabalho.

Sempre fui muito ansiosa e exigente. Sem dúvida, esses são os meus maiores inimigos. Lidar com o efeito sanfona e a falta de um diagnóstico preciso é muito doloroso. Por medo de voltar a ter depressão e seguindo o conselho do meu endocrinologista busquei auxílio da terapia clínica.

A insatisfação com o corpo me fez observar que eu não era a única que vive esse conflito. Também notei que existe uma cobrança social – especialmente com as mulheres – que nos obriga a buscar um padrão estético magro. O preconceito contra o gordinho é real e cruel.

Ele não escolhe ambiente. E na dança, claro, não podia ser diferente. Se no  caso, você for namorada de um professor de dança, que tem biotipo magro a cobrança é ainda maior. Já ouvi diversas críticas de alguns ao observar uma pessoa acima do peso dançar. E aí pergunto: gordo não pode ser feliz? Gordo tem que se enclausurar em casa? Gordo não pode dançar?

Eu nunca tive biotipo magro. Quando criança fui gordinha, sofri bastante preconceito. Na adolescência consegui lidar melhor com o corpo e por um curto tempo consegui manter um corpo magro. Pra isso, eu corria em média 12 quilometros por dia. Hoje, não tenho joelhos que me permitam correr essas distâncias. Alcanço a marca de no máximo 7 quilometros diários com muito orgulho.   

Conheço muita gente gordinha, que é mais feliz do que muito magro. Vale lembrar que o fato de estar acima do peso não significa que a pessoa é pesada para dançar. Tem muito gorda e gordo leve, que arrebenta no salão. Por sinal, a gente tem exemplos de sucesso no exterior que não seguem os padrões de passarela ou de dança clássica.

 Excesso de peso também não pode ser considerado desleixo. Pode ser um problema de saúde, saia?! Vou para academia todos os dias e me esforço bastante.O importante é ter saúde e ser feliz! Respeitar o corpo e buscar os objetivos com cautela. Com muita dedicação eu já eliminei cerca de 8 kg dos 20 que engordei ao longo de três anos. Com isso, causo em vocês a reflexão.

Depois de ler  este desabafo assista ao vídeo. Você vai se contagiar com a energia dele.

O tango em uma cena mais contemporânea

Aproveitando a onda de exibições da Cena Contemporânea em Brasília compartilho com vocês um vídeo muito bem produzido da Cie Tango Ostinato. Seria interessante ver trabalho semelhante a este em um palco. Concordam? http://www.youtube.com/watch?v=tbWOiBV395U&feature=youtube_gdata_player