O Tango no Espaço Banco do Brasil

Foto: Divulgação

O Instrumental BB apresenta neste sábado e domingo, dias 23 e 24 de julho um show de tango com o Trio Oblivion

O projeto Instrumental BB vem trazendo desde maio, duos, trios e quartetos de música instrumental à sua loja conceito Espaço Banco do Brasil (Lago Norte – Shopping Iguatemi). Abrangendo variados estilos, o projeto procura dar um incentivo a mais à cultura e à produção musical na capital.

Com uma programação diversificada, do jazz à música clássica, os shows têm sido um sucesso e agora, neste próximo final de semana é a vez do tango com o Trio Oblivion, formado por Ted Falcon no violino, Juninho Ferreira no acordeom e Eduardo Belo no contrabaixo acústico.

Enquanto morava em Los Angeles, Ted Falcon teve a oportunidade de trabalhar com o Los Angeles Tango Quarteto, um grupo tradicional que tocava tangos, milongas, valsas e baladas de compositores bem conhecidos como Ástor Piazolla, Carlos Gardel, Ángel Villoldo e Mariano Mores. Lá, os músicos, como manda a tradição, acompanhavam aulas de dança de tango.

Com essa experiência, o novaiorquino Ted Falcon, radicado em Brasília, formou o grupo Trio Oblivion para trazer o som elegante e a sofisticação do tango argentino para a cidade. O projeto foi criado em grande parte por causa de demanda pública pelo tango, e a falta desse estilo musical em Brasília. O tango é essencialmente música para dançar, e a popularidade dele é vista no mundo inteiro, da América do Sul à Europa e aos Estados Unidos.

Neste show o Trio Oblivion irá tocar clássicos do tango como: “Por Una Cabeza”, “El Choclo”, “Libertango”, “Oblivion”, “La Campasita”, “Uno”, “Romance do Barrio”, entre outras.

Serviço

Espaço Banco do Brasil (Lago Norte – Shopping Iguatemi)

**Ted Falcon (violino), Juninho Ferreira (acordeon) e Eduardo Belo (contrabaixo) Dias 23 e 24 de julho, sábado às 19h e domingo às 17h

Todos Os Sons

Data: 22/05/2011 | Horário: 17:00 | Local: Área externa do Centro Cultural do Banco do Brasil Brasília

Série de shows ao ar livre começa misturando jazz, o novo tango argentino, samba de gafieira e ritmos brasileiros de raiz *Show traz pela primeira vez a Brasília o som do grupo argentino Escalandrum, liderado pelo neto do mestre Astor Piazzola

*Gafieira em Concerto e Pé de Cerrado prometem colocar todo mundo pra dançar

 Vai começar a série de shows com que o Centro Cultural Banco do Brasil presenteia os brasilienses anualmente. E começa em altíssimo estilo. Desfilarão pelo palco do projeto TODOS OS SONS – DOMINGO CCBB, a partir das 17h do próximo dia 22 de maio, os grupos brasilienses Gafieira em Concerto e Pé de Cerrado e o argentino Escalandrum, que traz pela primeira vez à cidade seu som original de fusão do jazz com o novo tango criado por Astor Piazzola. Um Concerto com toda a diversidade e o talento que caracteriza o projeto.

 Um convite para um fim de tarde regado a música e diversão, a céu aberto e com lua cheia.

 A curadoria é de Bia Reis e Guilherme Reis, que também faz a direção geral. A entrada é franca. Até setembro, serão cinco grandes concertos, apresentando o que há de melhor na música de Brasília, em conjunto com grandes atrações nacionais e internacionais.

Os shows acontecem sempre na área externa do CCBB, num grande palco especialmente montado para o evento. Quem acompanha o projeto já teve oportunidade de assistir a apresentações antológicas como a que reuniu o maestro e pianista congolês Ray Lema e o brasileiro Chico César, o Quinteto Hamilton de Holanda e o show memorável de Goran Bregovic e sua Orquestra para Casamentos e Funerais (realizado em parceria com o CENA CONTEMPORÂNEA – Festival Internacional de Teatro de Brasília). Este ano, o projeto promete mais doses de boa música. A cenografia e a direção de arte geral do projeto são de Dalton Camargos.

 OS ARTISTAS

 GAFIEIRA EM CONCERTO

 Criado em 2009, GAFIEIRA EM CONCERTO nasceu com o objetivo claro de recriar o clima das grandes gafieiras do passado, como a carioca Estudantina. Para isso, recupera o repertório clássico de composições assinadas pelos grandes Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Ary Barroso, Chiquinha Gonzaga, Ataulfo Alves e outros, com uma roupagem mais contemporânea. Apresenta também versões para músicas de compositores contemporâneos, como Nelson Cavaquinho, Eduardo Neves, Djavan e Jorge Aragão, além de mostrar composições próprias. Tudo isso com uma improvável mistura de formação clássica do samba (violão 7 cordas, cavaquinho e percussão) com naipe de metais em estilo jazzístico (sax alto, sax tenor, trompete e clarineta). Uma cantora popular faz a ligação da música instrumental com a canção e o clima esquenta com a presença de um casal de dançarinos que faz uma demonstração do samba de gafieira.

O nome GAFIEIRA EM CONCERTO remete a uma oficina de arranjos, com criatividade, balanço e garantia de muita diversão. A formação do grupo inclui Nelsinho Serra (cavaco e arranjos), Thiago Fernandes (clarineta e saxofone), Carlos Cárdenas (saxofone tenor), Westonny Rodrigues (trompete), Felipe Pessoa (violão 7 cordas), Junior Viegas (percussão), Gabriel Carneiro (percussão) e Anna Christina (voz).

PÉ DE CERRADO

Grupo criado em 1999, com foco na pesquisa e divulgação dos ritmos musicais tradicionais brasileiros e que tem hoje uma legião de admiradores das mais variadas faixas etárias, entre crianças, jovens e idosos. Tudo começou quando seis amigos decidiram juntar seus dons musicais e seus gostos pelas culturas regionais. Surgia o PÉ DE CERRADO, com um interesse musical que vai do coco ao maracatu, baião, frevo, xote, chorinho e samba, além da dança, teatro, circo, cantos indígenas e brincadeiras típicas do folclore brasileiro. Um grande leque de manifestações culturais, enraizadas nas terras brasileiras. Influenciados por grandes nomes da msica instrumental e nordestina, como Antônio Nóbrega, Hermeto Pascoal e o mestre Luiz Gonzaga, os músicos são conhecidos por propor interatividade com o público, colocando todo mundo pra dançar. Em 2005, lançaram o primeiro CD, que leva o nome da banda, com a participação especial do grande Dominguinhos.

Em 2010, o mais recente, Cultura Candanga. O PÉ DE CERRADO é formado por Pablo Ravi (sanfona e voz), Rafael Black (zabumba e bateria), Bruno Berê (violão, percussão, voz e flautas), Fernando Fernandes (baixo e percussão), Pablo Fagundes (gaita, flauta transversal e voz) e Bruno Ribeiro (violão, percussão e voz).

 ESCALANDRUM (ARGENTINA)

Sexteto de jazz com mais de dez anos de experiência, cinco CDs lançados e reconhecimento internacional como responsável por fazer uma das mais originais e talentosas fusões do jazz com o novo tango, o ESCALANDRUM faz sua estréia em Brasília. O grupo foi criado e é liderado pelo neto de Astor Piazzola, Daniel Pipi Piazzola, que ao contrário do que muita gente possa pensar, não é bandoneonista como o avô e sim baterista – e um dos melhores do jazz contemporâneo. Para o show em Brasília, ESCALANDRUM traz uma homenagem a Astor Piazzolla, tocando um repertório que inclui algumas das maiores composições do criador do Novo Tango. Daniel e seus parceiros apresentam diferentes arranjos para clássicos como “Adiós Noniño” ou “Fuga nº 9. O grupo imprime nas peças uma abordagem jazzística, sem comprometer sua essência. Como na misteriosa “Buenos Aires Hora Zero”, que ganhou uma introdução com ruídos e cacofonias tipicamente urbanas. Ou em Libertango, recheada por um solo bem jazzístico do sax alto Damián Fogiel. Os membros do Escalandrum são músicos aclamados: Daniel “Pipi” Piazzolla (bateria), Nicolas Guerschberg (piano), Mariano Sivori (baixo), Gustavo Musso (sax alto e soprano), Damian Fogiel (sax tenor), Martin Pantyrer (sax barítono e clarinete baixo). Informações: (61) 3310. 7087

Serviço: A entrada é franca.

Crédito: Site Cerrado Mix

Mistura de tango com pilates conquista argentinos

Jornal Hoje/Portal G1

25/03/09 – 16h28 – Atualizado em 25/03/09 – 16h28

Por Carlos de Lannoy – Buenos Aires

O Tangolates mistura duas grandes paixões dos portenhos: tango e aula de pilates, muito popular nas academias de ginástica de Buenos Aires.

O pilates virou uma febre. Por toda parte, academias oferecem os exercícios de alongamento e fortalecimento dos músculos, feitos em aparelhos desenvolvidos especialmente para não comprometer as articulações.

A técnica, que pretende harmonizar corpo e mente, foi inventada pelo alemão Joseph Pilates, no inicio do século vinte. Mais ou menos na mesma época em que o tango dava os primeiros passos nos subúrbios de Buenos Aires

Quase um século depois, uma empresária argentina decidiu juntar as duas coisas. “O tangolates agrega movimentos cardiovasculares, aeróbicos”, diz Tamara di Tella, dona de uma rede de academias em Buenos Aires.

Tamara patenteou a marca. Hoje tem franquias na Europa, Ásia e nos Estados Unidos. A base do tangolates é um aparelho, que permite dezenas de movimentos lentos e respirados e também longos e elegantes passos de tango.

O tangolates começou em um hospital público de Buenos Aires. Foi fazendo exercícios, aproveitando o ritmo forte e marcado do tango, que muitos pacientes passaram a ter uma vida melhor.

Aqui são tratados pacientes com sérios distúrbios neurológicos, muitos vítimas de Alzeimer, ou do Mal de Parkinson, a maioria com mais de 60 anos.

A música ajuda a recuperar as duas coisas que lhes falta: a coordenação e o ritmo.

Médicos dizem que muitos pacientes não perderam a capacidade de fazer os movimentos. Só não lembram de como fazê-los. Mas o ritmo forte da música lhe devolve a lembrança.

“Graças ao tango, mexemos as pernas muito bem” diz Pepita, que quase não andava. “Tangopilates nos faz um bem enorme, quando deixamos retrocedemos e por isso não queremos parar”.

“Eu antes pintava e não podia mexer as mãos para pintar”, lembra Noemi. “Agora faço uns quadros maravilhosos”, afirma.

Em uma das sessões não tem dança, os exercícios são com bolas, aparelhos e música. Mas, no fim, Alina tira Tamara pra dançar.

Crédito: Jornal Hoje