Astor Piazzolla

Jornal da Globo/ Coluna Nelson Motta

Edição do dia 17/06/2011

Astor Piazzolla revolucionou o tango argentino harmonizando ritmos

Piazzolla gravou 64 discos e maravilhou várias gerações de tangueiros e jazzistas com a dramaticidade e sofisticação de sua música.

 Assim como Tom Jobim modernizou e traduziu o samba brasileiro para o mundo, Astor Piazzolla revolucionou o tango argentino harmonizando a tradição portenha com o jazz e a música clássica. Como Pelé e Maradona, o piano de Jobim e o Bandoneon de Piazzolla reinventaram a música lationamericana e a levaram à consagração internacional.

Filho de italianos, Astor Pantaleon Piazzolla nasceu em Mar del Plata, em 1921, mas passou a infância em Nova York. Nostálgico da música portenha, seu pai lhe deu o seu primeiro bandoneon e Piazzolla conheceu o jazz e a música de Bach. Com 13 anos já tocava tão bem, que foi ouvido por Carlos Gardel e convidado para integrar o seu conjunto em uma turnê pela América do Sul.

O pai de Piazzolla não deixou e salvou-lhe a vida – porque foi nessa turnê que caiu o avião que matou Gardel e seu conjunto. Com 16 anos, Piazzolla voltou para Buenos Aires e logo estava integrando a orquestra de Anibal Troilo, o grande mestre do tango nascido em Santos e que foi a sua grande referência musical.

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