Solte a música

Eu prometi e aqui estou para compartilhar com vocês um pouco da experiência de fazer o curso com Sebastian Arce e Mariana Montes.

O último curso em São Paulo foi em 2009. À época não consegui liberação no trabalho. Alguns amigos daqui de Brasília conseguiram conciliar a agenda profissional, voltaram extasiados. Lessa, Isolda, Cacá, Marcelo, Rodrigo, Cléa, Anna Elisa foram alguns dos que representaram o público tanguero da nossa cidade.

No início deste ano, o casal esteve em Caxias do Sul para participar de um Festival chamado Tango Gaúcho. Não tive oportunidade de comparecer, pois a pouco havia retornado de um congresso de tango realizado em Florianópolis. Haja dinheiro e folga para permitir tanta overdose de tango Brasil afora.

Finalmente, no último minuto do segundo tempo consegui parceiro para fazer as aulas. Acontece que as inscrições eram permitidas apenas para casais. Quem tivesse desacompanhado teria que fazer com um dos bolsistas do Dançata e de quebra, arcar com as despesas.

Não gosto da ideia de pagar para alguém dançar comigo. Nada contra quem contrate profissionais de dança para acompanhar nos bailes. Imagine! Acho que cada um faz o que melhor lhe convém. Por causa disso corri o risco de mais uma vez perder o curso.

Graças ao acaso e aos imprevistos tive um coleguinha para aulas. Então, assim que confirmado tratei de comprar minhas passagens e reservar o quarto no hotel mais próximo ao Dançata.

Amanhã vocês acompanham um pouco da saga! Fiquem ligados!

Exibição de tango em São Caetano, São Paulo

Nota divulgação:

Tango Adeus
Dança – Dentro da mostra ABCDança, o bailarino Luis Arrieta mostra o tango não somente como tradicional dança portenha, mas linguagem intrínseca à alma de Buenos Aires. Trata-se de apresentação solo.
Sexta-feira, às 20h. No Teatro Santos Dumont – Avenida Goiás, 1.111, São Caetano. Tel.: 4469-1200. Grátis.

Crédito: Diário do Grande ABC

Calle Florida é o paraíso de batedores de carteira

São pelo menos 20 roubos por dia na mais famosa rua comercial de Buenos Aires

20 de março de 2011 | 0h 00
Ariel Palacios – O Estado de S.Paulo

Antes um elegante calçadão no centro de Buenos Aires, a famosa Calle Florida transformou-se nos últimos tempos em um inferno para turistas distraídos. Em média, de 20 a 30 pessoas são roubadas diariamente na rua, segundo denúncias feitas à polícia, mas estima-se que sejam apenas uma pequena parte das vítimas.

Além de turistas e trabalhadores dos escritórios do centro portenho, acotovelam-se na rua camelôs, dançarinos de tango, estátuas vivas, mendigos e músicos. Este cenário de aglomeração de pedestres, somado ao aumento da criminalidade no país e à crise das forças de segurança, tornou a Calle Florida o paraíso dos batedores de carteiras, cujas principais vítimas são justamente os turistas distraídos.

“É uma pena, pois uma pessoa que visita a Argentina, quando volta a seu país, terá como uma de suas principais lembranças o roubo que sofreu”, lamenta Héctor López Moreno, presidente da Associação de Amigos da Calle Florida.

Comerciantes da rua calculam que os batedores se concentram em 15 grupos, compostos por dois a cinco ladrões cada, que agem ao longo dos 13 quarteirões entre as Avenidas de Mayo e Santa Fé. O trecho mais visado são os cinco quarteirões entre a Calle Sarmiento e a Avenida Córdoba. Além da rua, os batedores de carteira também agem dentro de lojas cheias de clientes.

Vítimas. Parte dos turistas brasileiros que são furtados em Buenos Aires foi vítima dos bandidos na Calle Florida. O Consulado do Brasil não recebe denúncias de roubos, mas realiza os trâmites da chamada “autorização de retorno ao Brasil” (o ARB, de emissão gratuita) para os casos de roubo ou perda de documentos durante a estada no país.

Não existem estatísticas separadas por passaportes roubados e perdidos, mas os números do consulado mostram um aumento nas solicitações do ARB. Em 2009, foram registrados 1.385 pedidos. No ano passado, 2,8 mil. Só em janeiro deste ano, foram 394 solicitações e, em fevereiro, 173. Mesmo assim, o volume de pessoas que perdeu documentos – muitos dos quais roubados – é pequeno se comparado ao fluxo estimado de 1 milhão de turistas brasileiros na Argentina para 2011.

A mato-grossense Susana Neves, que passeava na quinta-feira pelo bairro da Recoleta, disse ao Estado que esta é sua segunda visita à capital argentina. “Desta vez tomei as devidas precauções. Mas, na primeira, no ano passado, furtaram minha câmera de fotos, que estava dentro da minha bolsa. Foi na Florida, quando estava olhando uma vitrine. Fiquei com muita raiva e xinguei os argentinos. Mas depois pensei nas vezes em que fui roubada no Brasil e aí passou. Nesta segunda viagem, estou alerta para aproveitar essa cidade deliciosa”, afirmou.

Carlos Fontana, um curitibano que visita Buenos Aires com frequência, também foi vítima de batedores de carteira. “Esbarraram em mim no Caminito (ponto turístico da cidade). Mas pediram desculpas com tanta educação que nem desconfiei. Ao sentar em um bar, notei que haviam surrupiado o passaporte e o dinheiro que tinha no bolso da camisa. Ir à polícia foi perda de tempo. Polícia no Brasil pode ser ruim, mas na Argentina é muito mais. Foi besteira minha sair com o passaporte na rua. Por sorte, tinha o RG no hotel”, disse.

Outra modalidade de roubo é o “truque da mostarda”, no qual um golpista usa uma bisnaga para jogar um pouco de mostarda nas costas ou no braço da vítima, sem que ela perceba. Um segundo criminoso, seu comparsa, passa ao lado da pessoa e a adverte: “Ei, a senhora está com uma mancha de mostarda nas costas.” O ladrão prontifica-se a ajudá-la e, enquanto finge dar a assistência, ele ou o colega rouba a vítima.

Dinheiro falso. Além dos batedores de carteira, os turistas devem ficar atentos às notas falsas de pesos. Especialistas e policiais federais argentinos estimam que o dinheiro falso equivale a 3% do total do circulante argentino – cerca de 296 milhões de pesos (US$ 78 milhões).

Na maior parte das vezes, as cédulas de dinheiro falso são repassadas em táxis, remises (carros de aluguel), bares, restaurantes e lanchonetes. Os argentinos são o alvo cotidiano dos falsificadores. No entanto, em temporadas de grandes contingentes de turistas estrangeiros pouco familiarizados às notas de pesos, os falsários direcionam seus esforços para esse desprevenido público.

Até nos caixas. Do total de cédulas falsas apreendidas pela polícia, 60% são imitações das notas de 100 pesos (cerca de R$ 40). Outros 18% correspondem a imitações de cédulas de 50 pesos (cerca de R$ 20). E o pior: dinheiro falso também é encontrado com relativa frequência nos caixas eletrônicos, já que nos bancos não existe um mecanismo que evite totalmente a entrega de notas falsas.

Crédito: O Estado de S. Paulo

**O perigo e o cuidado existe em todo lugar. Prevenir e estar atento é a melhor opção ao visitar outro país. Estude um pouco sobre o lugar que vai conhecer para evitar dores de cabeça.

Grupo Las Rositas se apresenta hoje em Sorocapa

 

Las Rositas desembarcam na Fundec com seu tango argentino

Notícia publicada na edição de 10/03/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 001 do caderno C – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

Por José Antônio Rosa

Olhe atentamente para a foto que ilustra esta reportagem. Deixe de lado (tente, ao menos) as divergências com os argentinos por causa da eterna rivalidade no futebol e vá, hoje às 20h, sem medo de ser feliz, à sala Fundec para assistir à apresentação do Trio Las Rositas, do qual as beldades fazem parte. A entrada para o espetáculo, que acontece dentro da programação do Sesc Sorocaba, é gratuita.

A formação que reúne as irmãs Gabriela e Cecília Palma (que tocam, respectivamente, violino e viola), além da pianista Ana Belén Disandro, não é conhecida apenas pela beleza de suas integrantes. O conjunto é um dos mais conceituados na interpretação do mais tradicional e típico dos gêneros musicais portenhos: o tango.

A diferença, no caso do trio, é que as releituras de clássicos dessa vertente ganham, conforme o material de divulgação encaminhado à imprensa, “roupagem moderna e surpreendente”. Para entender o que isso quer dizer exatamente, é bom lembrar que o tango, em seu formato original, quase sempre se vale de outros instrumentos, entre os quais o bandoneon, espécie de sanfoninha bastante comum nas apresentações de grupos daquele país.

Não é de hoje que o estilo que tem em Carlos Gardel seu destaque maior (aliás, pouca gente sabe, mas Gardel era francês e seu parceiro na aclamada “El Di en Que me Quieras”, Alfredo Le Pera, brasileiro), passa por transformações.

Recentemente, fez bastante sucesso o trabalho do “Bajofondo”, grupo que incorporou elementos eletrônicos no tema “Pá Bailar”, tocado na abertura da novela “A Favorita”.

Cecília, Gabriela e Ana desenvolvem uma proposta acústica e, ao mesmo tempo, ritmada. Assim, interpretam temas consagrados como “La Comparsita”, “Por una Cabezza”, “Caminito”, “Adios Muchachos”, e “Adios Nonino”, entre outras. O show toma por base o repertório do álbum “Estaciones”.

Os arranjos são de autoria das próprias instrumentistas que, desde sua formação, há quatro anos, colecionam prêmios: o trio foi considerado “Conjunto Revelação” do Festival de Cosquin em 2009 (principal evento a focar o folclore argentino) e vencedoras da “Segunda Selección de Conjuntos Orquestales de Tango” de Buenos Aires.

 O grupo soma, ainda, apresentações por toda a Argentina, além de participações em festivais no Chile, Uruguai e Peru. Os ingressos gratuitos para a apresentação de hoje podem ser retirados no local do evento com uma hora de antecedência, limitados a dois por pessoa. A sala Fundec fica na rua Brigadeiro Tobias, 73. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (15) 3332-9939.

 Crédito: Jornal Cruzeiro do Sul

Aniversário de SP tem aula baile gratuita

No dia 25 de janeiro de 2011, aniversário de 457 anos da cidade de São Paulo, o Teatro de Dança comemora a data com uma grande aula baile de danças de salão.

Sob o comando de Luciana Mayumi, Italo Rodrigues e a Cia de Dança Lu Mayumi, o principal objetivo da aula baile é unir várias tribos, como as do forró, samba rock, o samba, bolero e samba de gafieira, tendo como fio condutor a música ao vivo, representada pelo ecletismo do Trio Jogando Tango e Carlos Walker e Banda.

O público alvo do baile são os dançarinos iniciantes e iniciados. “Foi um trabalho imenso unir duas bandas com estilos tão peculiares para tocar música de salão. Mas o resultado ficou espetacular. Unir tantas tribos na mesma festa é importante em nome da variedade. Hoje os bailes estão bastante segmentados e esta é uma tentativa de uni-los em torno da mesma sonoridade”, pontua Luciana Mayumi.

Ela explica que a primeira hora foi reservada para que os participantes possam aprender e praticar os detalhes dos movimentos relacionados aos ritmos de samba, tango e gafieria. Luciana e sua companhia darão todas as dicas importantes para a prática destes ritmos.

Em um segundo momento o baile tem início com o Jogando Tango & Carlos Walker e Banda. Por último, uma apresentação de dança com a Cia de Dança Lu Mayumi acompanhada de música ao vivo.

Crédito da foto: Ayie.

Serviço: “Aula Baile de danças de salão com música ao vivo” 25 de Janeiro das 16h às 19h TD – Teatro de Dança Avenida Ipiranga, 344 – Subsolo, Edifício Itália – São Paulo, SP (Próximo ao Metrô República) Duração: 3 horas Classificação: livre Entrada Franca Telefone da bilheteria: (11) 2189-2555 Informações: (11) 2189-2557 Capacidade: 278 lugares *Ar-condicionado e acessibilidade para pessoas com necessidades especiais

Crédito:  O toupeira

Para os apreciadores do tango de São Paulo

Seções/ Ainda dá tempo

Publicado 21/11/2010

 

Tango sob dois olhares – última apresentação

Foto: Reginaldo Azevedo.

Neste domingo, 21 de novembro, no Teatro de Dança, o público terá a oportunidade de rever o espetáculo ganhador da primeira edição do Prêmio Teatro de Dança 2009: “Tango sob dois olhares”, da Raça Cia. de Dança, com direção geral de Edy Wilson. Neste espetáculo, a coreógrafa Roseli Rodrigues buscou inspiração em “dois olhares” a partir do Tango: no primeiro, uma admiração profunda, representada pelas músicas de renomados compositores argentinos e pela leveza de uma dança precisa. O segundo, sob uma visão contemporânea de uma dança fluida e emocional, impressa no palco através da movimentação de seus bailarinos. Durante a apresentação, é possível compreender o ritmo em diversos momentos de sua história. “Para o público, muitas vezes o importante é que o espetáculo emocione, independentemente de ideias mirabolantes”, diz Edy Wilson, resumindo a verdadeira alma deste espetáculo.


Serviço:

Tango sob dois olhares

21 de novembro de 2010 às 18h

TD – Teatro de Dança

APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte

Avenida Ipiranga, 344 – Subsolo, Edifício Itália

Informações: (11) 2189 – 2557

Capacidade: 278 lugares / Ar-condicionado / Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais

Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia)

Estacionamento: R$ 15,00 com manobrista

www.teatrodedanca.org.br

Duração: 45 minutos

Classificação: Livre

Crédito: O toupeira

Gotan Project volta às raizes em “Tango 3.0” e mostra show no Brasil

30/09/2010 – 07h

PEDRO CARVALHO
Colaboração para o UOL

Integrantes do Gotan Project em foto de divulgação do álbum "Tango 3.0"

Ouça aqui o novo album do Gotan Project

Formado em Paris há dez anos a partir da união do argentino Eduardo Makaroff com o francês Philippe Cohen Solal e o suiço Christoph Muller, o Gotan Project é o principal nome do que veio a ser chamado de “tango eletrônico”. Misturando as origens dos três integrantes na música eletrônica, jazz e no próprio tango argentino, o grupo rapidamente espalhou pelo mundo o som inconfundível que lhes rendeu mais de 2 milhões de discos vendidos dos dois primeiros álbuns, “La Revancha Del Tango” e “Lunático”.

Agora, com o terceiro, “Tango 3.0”, a banda volta ao Brasil em outubro para apresentar o novo repertório, que o programador e tecladista Christoph Muller define como “uma volta às origens”. Os shows acontecerão no Rio de Janeiro no dia 6 de outubro no Vivo Rio, dia 7 em São Paulo no HSBC Brasil, dia 13 em Salvador no Teatro Castro Alves e dia 15 em Porto Alegre no Teatro do SESI.

Eclético, o novo trabalho traz, além do tango e da música eletrônica, referências a gêneros do sul dos EUA, como o rockabilly e o som de Nova Orleans. A primeira faixa, “Tango Square”, inclusive, conta com a participação de um dos grandes ícones da cidade berço do jazz, o cantor, tecladista e band-leader Dr. John.

Em entrevista ao UOL, o bem humorado Christoph Muller falou sobre os shows no Brasil, o processo de criação de “Tango 3.0” e a identidade multicultural do grupo.

UOL Música – Como você se sente voltando a tocar no Brasil?
Christoph Muller – Ótimo. É um prazer absoluto para mim. Não estou dizendo isso só porque estou falando com você, mas estive por todo o mundo e o Brasil é um lugar em que todos nós amamos tocar. É um país muito musical com um público ótimo. O público brasileiro é muito curioso e gosta muito de música. É uma parte muito importante do dia-a-dia de vocês e isso faz com que as platéias tenham a mente aberta e muito entusiasmo. Estou ansioso para voltar e tocar aí novamente!

UOL Música – Os shows desta vez serão muito diferentes da última visita? O que há de novo?
Muller – É um show completamente diferente. A maioria do repertório é formada por músicas do novo álbum e algumas inéditas, que gravamos junto com ele. Claro que também tocaremos algumas coisas antigas, do primeiro disco, como “Epoca” e “Santa María”, além de uma ou duas do segundo. Além disso, o cenário é totalmente novo, com vídeos novos também. Os músicos ainda são os mesmos, mas agora também temos um trumpetista, já que o novo álbum tem muitos arranjos com metais.

UOL Música – Como você compara as idéias e o som de “Tango 3.0” com os dois primeiros álbuns?
Muller – De certa forma, neste álbum quisemos voltar às origens. Ou seja, a um som mais eletrônico, apesar de que talvez isso seja difícil de perceber. A idéia foi trazer de volta o clima mais espontâneo que tínhamos no começo. Nosso segundo disco é mais próximo do tango clássico e tem um som mais limpo. Desta vez então, buscamos uma sonoridade mais suja e “sulista”, com idéias mais irreverentes e mistura de estilos.

UOL Música – O curioso é que junto com a produção mais eletrônica, o novo álbum também tem mais elementos de gêneros musicais “de raiz”, como o rockabilly e a música de Nova Orleans. Como vocês conseguiram combinar estes dois elementos quase paradoxais?
Muller – É algo que fazemos desde o começo. Gostamos de encontrar essas pontes entre estilos que não são obviamente relacionados, mas que funcionam bem juntos. Às vezes são pontes geográficas, como entre Buenos Aires e Nova Orleans, que são cidades com um ambiente parecido, por terem portos, estarem à margem de rios importantes. A origem e evolução do jazz são parecidas com as do tango. São estilos “primos” e fazem sentido juntos.

A combinação dos elementos eletrônicos e acústicos é um trabalho longo. Para fazer funcionar, não podemos pender demais para nenhum dos dois lados. Chegamos a essas idéias através da experimentação. Por exemplo, podemos inventar um riff meio bluegrass, que por sua vez foi inspirado no Led Zeppelin… e por aí vai. É quase uma brincadeira. Nós criamos as músicas com os três integrantes no estúdio juntos, fazendo um pingue pongue de idéias e experimentando com os instrumentos musicais e equipamentos eletrônicos disponíveis. Compusemos 20 músicas em 20 dias e fomos cortando até sobrarem as 11 do disco.

UOL Música – Uma surpresa do disco novo foi a participação do Dr. John. Como foi trabalhar com ele?
Muller – Foi uma colaboração muito especial, que aconteceu de um jeito engraçado. Estávamos trabalhando nesta música (“Tango Square”) e o Philippe estava indo para Nova Orleans por outros motivos não relacionados ao disco. Então, como já tínhamos pensado em usar o órgão Hammond nessa faixa, pensamos que se ele conseguisse que o Dr. John tocasse seria ótimo. O Dr. John já tem uma certa idade e só faz o que quer. Estava acontecendo um festival por lá na época e uma semana antes ele havia se recusado a participar de um show do Bon Jovi na cidade ou algo assim. Por sorte ele curtiu a idéia de tocar no nosso disco. O engraçado é que ao desembarcar no aeroporto de Nova Orleans, a primeira coisa que o Philippe viu foi um poster gigante do Dr. John.

UOL Música – Vocês são uma banda baseada em Paris, formada por integrantes de três nacionalidades diferentes e tocando uma combinação de música argentina com elementos internacionais. Qual é a verdadeira nacionalidade da banda?
Muller – Bem, algumas pessoas na Argentina dizem que somos uma banda argentina (risos). Bem, eu sei que a nossa música funciona bem em Buenos Aires, mas somos mais universais do que isso. O próprio tango viajou pelo mundo e se tornou um gênero universal, assim como a música brasileira. A bossa nova também é um estilo universal.

UOL Música O tango está presente no própio nome do grupo (“Gotan” é uma inversão das sílabas de “tango”). Às vezes vocês se sentem limitados por esta associação a um estilo em particular?
Muller – Basicamente é o que somos! É como começamos, a definição da banda. O interessante é que por isso temos esses limites que podem parecer uma prisão, mas na verdade têm o efeito contrário. Por explorarmos o folclore e os temas argentinos, temos que pegar esses limites e empurrá-los cada vez mais adiante. É por isso que não mudamos totalmente de estilo, não faria sentido. Dizem que você não chega ao tango, ele chega até você. Foi o que aconteceu comigo.


GOTAN PROJECT NO BRASIL

Rio de Janeiro
Quando:
6 de outubro, a partir das 22h
Onde: Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85
Quanto: De R$ 80 a R$ 250
Ingressos: vivorio.com.br

São Paulo
Quando:
7 de outubro, a partir das 22h
Onde: HSBC Brasil – Rua Bragança Paulista, 1281, Chácara Santo Antonio
Quanto: De R$ 100 a R$ 300
Ingressos: hsbcbrasil.com.br

Salvador
Quando:
13 de outubro, a partir das 21h
Onde: Teatro Castro Alves – Praça Dois de Julho, s/n
Quanto: De R$ 80 a R$ 140
Informações: www.tca.ba.gov.br

Porto Alegre
Quando:
15 de outubro, a partir das 21h
Onde: Teatro do SESI – Av. Assis Brasil, 8.787
Quanto: De R$ 80 a R$ 140
Informações: www.centrodeeventosfiergs.com.br

Leia a integra da matéria aqui